Estrutura da população activa    Taxas de actividade e de desemprego

 

População empregada segundo a sua situação na profissão

 

A estrutura da população activa

 

A população activa constitui um importante recurso para o desenvolvimento do concelho, uma vez que a mão-de-obra representa um dos principais factores para a criação de riqueza.

Em termos de estrutura profissional da população por sectores de actividade e apesar do período de análise ser bastante curto, verifica-se uma contínua redução da população activa a trabalhar no sector primário para os 3,1% em 2001, tendência essa registada em todo o País desde 1950.

 

 

Por outro lado, os sectores secundário e terciário apresentam um aumento da população activa. Sendo Felgueiras responsável por uma grande percentagem da exportação nacional de calçado explica-se a importância que o sector secundário tem na economia do concelho que detém 70% da população activa. De destacar algumas freguesias onde estão instaladas as maiores empresas do concelho como por exemplo, Cabeça de Porca, Torrados, Lagares, Idães e Sousa. Deve realçar-se também o sector têxtil/confecções onde sobressaem as freguesias de Margaride, Vila Cova da Lixa, Regilde, Borba de Godim e Vila Verde.

Assim, as numerosas indústrias absorvem grande parte da população activa do concelho, e também dos concelhos vizinhos. O fabrico de calçado está no centro de toda a grande actividade económica, juntamente com o sector têxtil/confecções, metalomecânica (mobiliário metálico), construção civil, madeiras e sector agrícola que se disseminam um pouco por todo o concelho.

O aumento progressivo do sector terciário (de 20,1 % para os 26,8%) deve-se à própria terciarização da economia portuguesa, à crescente urbanização e evolução tecnológica dos processos industriais. Assim, assiste-se actualmente a um desenvolvimento apreciável do sector terciário, que é bem visível na diversidade de lojas e outros serviços, sobretudo nas vilas e cidades do concelho.

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 Taxas de actividade e de desemprego

 

Analisando a evolução da taxa de actividade verifica-se uma redução de 1940 (59,4%) para 1981 (44,6%). No entanto, há que esclarecer que em 1940 era considerada população activa, a população a partir dos 10 anos de idade que, aliada a elevadas taxas de natalidade explica o elevado valor da taxa de actividade quando comparado com as décadas seguintes.

 

           

            A partir da década de 90 verifica-se um ligeiro abrandamento na tendência de crescimento devido ao aumento do período de escolaridade com o consequente retardamento da entrada na vida activa e ao envelhecimento populacional.

Aspecto menos importante é o que diz respeito à situação da população activa face a mercado de trabalho.

 

 

O concelho tem registado nas últimas décadas um aumento da taxa de desemprego, à semelhança do que se passa no País e na maior parte dos países da União Europeia. Esta situação poderá ver-se agravada dada a elevada percentagem de população a trabalhar no sector secundário, sector este cuja tendência poderá passar pela sua deslocalização para países com mão-de-obra mais barata ou o seu encerramento face à elevada competitividade do mercado asiático que compete com preços mais baixos dos produtos.

 

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População empregada segundo a sua situação na profissão

 

No que concerne à população empregada, segundo a situação na profissão constata-se claramente que a sua maioria trabalha por conta de outrem dada a importância do sector do calçado, apresentando valores de 82,1% e 84,1% para 1991 e 2001, respectivamente. Apenas uma pequena parte trabalha por conta própria que mesmo assim apresenta uma redução de quase 5% em 2001. Já a percentagem de população empregadora aumentou ligeiramente passando de 6,1 para 9,4%.

 

 

Com valores muito reduzidos, surgem os trabalhadores familiares não remunerados e membros de cooperativa que em 2001 apresentam uma percentagem de 0,2 e 0,1 respectivamente.

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